Folha de S. Paulo, 29 de setembro de 2008, manchete: EUA votam megapacote após acordo. Ok, e daí? Claro que a manchete é importante para a nossa economia, mas o que mais me chamou atenção foi a foto manchete desta edição. Vejam ao lado. O que vocês vêem de errado? Nada? Porque o candidato Geraldo Alckmin e a candidata Marta Suplicy estão focados e o candidato Gilberto Kassab, não?

Quero deixar bem claro que não sou tucano, petista, muito menos democrata. Para falar a verdade, ainda nem decidi meu voto. O que quero ressaltar é a opinião explícita de um grande veículo de comunicação de massa, como a Folha. Todos têm direito a voto? Sim, claro. Mas um jornal não pode favorecer um ou outro candidato desta forma! O jornalismo tradicional luta pela isenção, imparcialidade e pela verdade, uma vez que é formador de opinião pública, mas, na prática, não é o que vemos atualmente…

E para contrariar aqueles que acham que esta foto manchete citada acima foi um fato isolado, displicente, sem intenção de manipular, o que vocês me dizem da foto ao lado? Ao contrário daquela foto que estampou a capa do jornal e estava com a matéria contida na editoria Brasil, esta, por sua vez, foi publicada na editoria de Turismo, no dia 18 de setembro de 2008. Em uma página aparentemente destinada a oferecer subsídios às pessoas que pretendem viajar no reveillon, eis que surge um mapa do Brasil com um TUCANO AZUL E AMARELO! Uma famigerada “mensagem subliminar”. Não é possível que eu esteja vendo conspiração em tudo…

É simples acreditar que tudo isso seja muita coincidência. Afinal, que mal tem estampar um tucano azul e amarelo, símbolo do PSDB de Geraldo Alckmin, em plena época de eleições? Porque simplesmente desfocar um candidato em uma foto de debate na capa do jornal?

Volto a dizer que não estou querendo defender ninguém! Ou melhor, quero defender o bom jornalismo. Aquele que eu aprendo na faculdade, no qual o jornalista faz o seu trabalho com isenção, com compromisso com a verdade, sem se vincular a interesses de terceiros. Acredito neste jornalismo, por mais que tudo isso seja uma grande utopia.

Artigo escrito em 17.09.2008

Engana-se quem pensa que a crise norte-americana resume-se a crise de créditos. Como dizem na linguagem popular, “o buraco é mais embaixo”. A crise do mercado hipotecário dos EUA, que deu origem ao “crash” dos créditos, nada mais é do que uma decorrência de outra crise: a imobiliária. Essa crise se deu por conta de uma fase de expansão acelerada, já que as taxas de juros nos financiamentos imobiliários, cada vez mais baixas, propiciava a demanda da população, que via nos imóveis uma ótima oportunidade de investimento.

Mas foi em 2005 que houve, de fato, o “boom” do mercado imobiliário. Além da compra e venda desenfreada de imóveis, a procura por hipotecas também ganhou força, uma vez que o dinheiro do financiamento seria usado para sanar dívidas. Com isso, as empresas financeiras especializadas neste nicho, visando à alta do mercado, passaram a atender um público mais humilde, de renda muito baixa, intitulado de “subprime”. No entanto, a inadimplência gerou instabilidade no mercado, já que os investidores não injetavam mais dinheiro neste tipo de negócio. Esse medo de negociar títulos em que os “subprimes” estivessem envolvidos acabou gerando um desnível na oferta, fazendo-a superar a demanda, terminando, assim, em uma retração de créditos.

Com isso, o receio de novos calotes fez o crédito sofrer uma desaceleração expressiva nos EUA enfraquecendo a maior economia do planeta. Automaticamente, com menos dinheiro disponível há menos compras, ou seja, menos lucros para as empresas e menos pessoas são contratadas. Resultados negativos já estão sendo notados. 12 bancos americanos já declararam falência, sendo o Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos, o último a se pronunciar com um saldo negativo de 3,9 bilhões no último trimestre.

E é exatamente aí que o nosso país acaba envolvido, apesar do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em comunicado oficial, dizer ao contrário. “Aqui no Brasil não vejo contaminação da crise. O sistema financeiro está sólido”, disse. Mas para um país que precisa de capital para novos investimentos, esta crise afeta bastante a nossa economia, uma vez que estamos todos interligados na economia mundial. O índice de desemprego corre o risco de aumentar gradativamente, isso sem falar no crescimento de impostos à população.

O que vem acontecendo nos EUA não se trata apenas de uma crise no mercado de créditos, mas sim financeira. Vários setores econômicos sentirão os efeitos da crise, inclusive o comércio, que poderá sofrer uma queda considerável. Especialistas já falam em recessão em diversos países, outros até admitem que, tecnicamente, os EUA já passam por uma nova recessão. O fantasma de 1929 volta a assombrar a vida dos americanos, mas o verdadeiro terror poderá atingir, de fato, os países emergentes dependentes, como o Brasil.

03.10.2008

Ah! Antes que eu me esqueça: Quanto está o dólar mesmo? Qual é a atual situação da Bovespa? Ah ta… Só pra saber… Devia ter publicado esse artigo antes…..

“Foi para a bola Maaaaaaarcelinho. Marcos parado no centro do gol. Todos os palmeirenses secam o Marcelinho. Pro palmeirense se o Marcelinho perder o gosto será especial, pois é dele que a torcida queria arrancar o sangue. Toma distância Maaaaarcelinho para a cobrança. Ele bate muito bem. Autorizado. Foi pra bola, bateu: Deeeeeeefeeeeendeeeeeu Maaaaarcos! O Palmeiras vai para a final da Copa Libertadores da América” – José Silvério, 06 de junho de 2000.

Realmente um dia inesquecível. Evidente que esta data traz más recordações para os corintianos, mas independentemente do time que seja, o torcedor brasileiro comemora junto com Marcos os seus 400 jogos pela Sociedade Esportiva Palmeiras.

De Oriente para o mundo. Marcão, como é conhecido entre os colegas de profissão e profissionais da imprensa, conquistou a todos com a sua qualidade dentro e fora dos gramados. Sob as traves Marcos é soberano. Falha? Quem não falha? Ele mesmo não esquece a derrota para o Vitória, por 7 x 2, em pleno Palestra Itália, quando, no sexto gol, “furou” a bola quando saiu para chutá-la para fora do estádio. Mas nada que apague a sua trajetória vitoriosa no clube. São 16 anos de história dentro da Academia de Futebol.

Marcos, assim como seu amigo e também goleiro Rogério Ceni, faz parte de um seleto grupo de jogadores identificados com o clube a qual defendem. Completar 400 jogos vestindo uma mesma camisa não é para qualquer um. “Hoje em dia se o jogador fizer 100 jogos é muito. Tem que logo fazer uma festa pro cara pra ele não ir embora”, gargalha Marcos, em entrevista a um programa de televisão.

E é justamente esse jeito irreverente e alegre que conquistou toda a crítica esportiva. Marcos atualmente é unanimidade entre todos. Não há que não goste do camisa 12 do Palmeiras. Camisa 12, aliás, que costuma trazer muita sorte ao goleiro, desde os tempos de reserva de Veloso e Sérgio. Após a conquista da Copa Libertadores da América, Marcos virou titular absoluto do Palmeiras e trocou a camisa 12 pela 1. A boa fase se manteve, entretanto, intercalada com seguidas lesões que o tirava freqüentemente das partidas. No entanto, em 2008, Marcos se recuperou em grande estilo, mesmo tendo ficado cerca de um ano parado. O goleiro voltou a vestir a camisa 12, já que o titular da equipe em sua ausência, o jovem Diego Cavaliei, vestia a 1. Após estar 100% recuperado, Marcos voltou ao gol do Palmeiras, com a camisa 12, e, junto com todo o elenco sagrou-se Campeão Paulista de 2008.

“Eu pensava que não voltaria a jogar bem nunca mais. Me sentia um ex-jogador em atividade. Mas readiquiri a forma física, minha vontade de jogar cresceu e fomos campeões”, diz Marcos.

Ídolo entre as gerações de palestrinos, Marcos pretende ainda alcançar vôos mais altos. Mesmo tendo perdido a chance de ser campeão do mundo uma vez pelo Palmeiras em 1999 – Já que o foi com a Seleção Brasileira em 2002 – o goleiro quer agarrar com unhas e dentes este Campeonato Brasileiro, voltar para a Libertadores, ser Campeão, jogar o Mundial Interclubes e ser Campeão do Mundo pelo time que o projetou para o futebol. “O Palmeiras é minha casa. Gostaria de encerrar minha carreira por cima sendo Campeão do Mundo pelo Palmeiras”, diz. Contrariando o ditado que diz que “a primeira impressão é a que fica”, Marcos ressalta: “Quero terminar a carreira no auge. Vou jogar enquanto estiver bem. Quero deixar uma boa impressão”.

Parabéns Marcos! O futebol brasileiro agradece.

Tudo começou com este livro, em 1995. José Saramago escreveu um marco na literatura mundial, capaz de causar uma inquietação a todos nós quando pensamos no real sentido da vida e suas particularidades.

Em meio as 310 páginas de Ensaio Sobre a Cegueira entramos em um mundo completamente desconhecido, com pessoas completamente desconhecidas, mas com sentimentos extremamente íntimos, presentes na vida de qualquer um. Uma estranha epidemia de cegueira, denominada no livro como “mal branco”, em virtude dos cegos enxergarem apenas um “mar de leite” frente as vistas, se espalha com uma rapidez impressionante, causando pânico e destruição em todo um país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a simples seres lutando pela sua sobrevivência através de seus instintos. A medida que os contaminados pela epidemia vão sendo levados para uma quarentena, em um hospício local em condições desumanas, e os serviços estatais começam a falhar, a estória segue a trajetória da mulher do médico, única pessoa a não ser infectada pela cegueira.

Após o sucesso do romance, o diretor brasileiro Fernando Meirelles, contando com o apoio do roteirista Don McKellar, adquiriram os direitos cinematográficos e passaram a trabalhar em cima da adaptação do livro. Sucesso. O longa abriu a noite em Cannes neste ano sendo aplaudido de pé por todos os presentes. Na última segunda-feira, 25, tive a oportunidade de participar da pré-estréia do filme para jornalistas aqui em São Paulo, além da coletiva de imprensa com o diretor Fernando Meirelles e as atrizes Alice Braga e Julianne Moore.

O filme realmente ficou muito bom. Confesso que esperava uma adaptação um pouco mais fiel à obra de Saramago, mas tenho consciência de que se esta o fosse, muitas pessoas não conseguiriam terminar de assistir o filme. O próprio Fernando disse na coletiva que foi obrigado a cortar determinadas cenas por entender que elas colocariam o público contra o filme, o que não era o intuito. No entanto, analisando como um todo, chego a conclusão que a adaptação cinematográfica de Ensaio Sobre a Cegueira conseguiu transmitir a mensagem de José Saramago.

Ensaio sobre a Cegueira nos mostra um desmoronar completo da sociedade. É um filme para quem quer ver e enxergar o mundo de verdade. Enxergar o que já existe do ponto de vista poético de Saramago. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens, e a história torna-se não apenas um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas também das suas vidas espirituais e da dignidade que tentam manter. Em suma, Ensaio Sobre a Cegueira é uma metáfora da vida real.

“Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara”. – Trecho extraído do livro.

Em uma noite fria em São Paulo, o Furacão, que mais parecia uma brisinha gelada, colocou a molecada do São Paulo para dormir.

O Atlético/PR bateu o São Paulo nos pênaltis por 4 a 3 após um jogo sem graça que terminou em um resultado sem graça: 0 a 0. Somado ao outro 0 a 0 da semana anterior, quando o jogo foi realizado na Arena da Baixada, ficou provado, mais uma vez, que nenhum clube liga a mínima para esse torneio. Mas aí já é outra história…

O técnico Muricy Ramalho resolveu escalar a garotada tricolor nesse torneio. O meia Wellington e o atacante Oscar foram o grande diferencial da equipe do Morumbi. Pelo lado paranaense, o conhecido Pedro Oldoni levava perigo à Rogério Ceni, e o garoto Márcio Azevedo, extremamente habilidoso, desequilibrava para o Furacão.

No entanto o que vimos foi uma sucessão de erros e falta de entrosamento. Ambos os times pecavam muito nas jogadas de linha de fundo e na armação de jogadas, culminando em “chuveirinhos” na área durante praticamente todo o jogo. Sérgio Mota e Mazola, pelo lado são-paulino até assustaram o bom goleiro Vinícius do Atlético em alguns momentos, mas foi só.

Na decisão por pênaltis aconteceu o esperado. Como o Atlético/PR estava com um time misto ficou clara a opção de seu treinador, Mário Sérgio, de optar pelos jogadores mais experientes para as cobranças. Pelo lado tricolor, Rogério Ceni e Juninho foram os escolhidos.

Na primeira cobrança, Rogério Ceni fez prevalecer o seu nome e a sua importância na partida (mesmo nem tendo encostado muito na bola durante o jogo e ter sido “fominha” por não deixar o jovem goleiro Fabiano jogar um pouquinho…). Tomou pouca distância, ameaçou, o goleiro desabou para o lado direito, bola para o lado direito. 1 a 0 São Paulo. Na cobrança seguinte, Alan Bahia encheu o pé no travessão. Vantagem são-paulina, “festa” no Morumbi “lotado”. Os quase 3.500 torcedores iam à “loucura”. Até que o zagueiro Juninho vai para a bola. Tomou uma bela distância, pegou firme na bola, um chute forte, ao seu estilo… O goleiro defendeu. Realmente é estilo do Juninho prejudicar o próprio time, o São Paulo, nos momentos em que mais precisam dele. Juninho e São Paulo são duas coisas que não combinam. Só o sr. Juvenal Juvêncio que não percebeu isso ainda. Após a falha de seu zagueiro, o torcedor são-paulino ainda viu a jovem promessa do time, Oscar, de apenas 16 anos, perder outro pênalti. Esse aí não vai dormir por um mês. O Atlético, por sua vez, não errou mais nenhuma cobrança e se classificou para a próxima fase da disputadíssima Copa Sul-Americana.

No próximo domingo as duas equipes voltam à campo para jogar futebol de verdade. O São Paulo recebe o Santos no Morumbi. Já o Atlético/PR recebe a visita do Palmeiras, na Arena da Baixada.

Aquela macarronada de domingo nunca mais será a mesma. Não estou dizendo isso pelo sabor do macarrão, do queijo ou das almondêgas, mas sim pelos tradicionais respingos de molho de tomate que insistem em visitar as nossas camisetas e blusinhas durante a refeição. Manchas de tomate não serão mais problemas! Cientistas de grandes laboratórios estão procurando e pesquisando soluções para facilitar o dia-a-dia das pessoas. É o caso da camiseta com o tecido que não suja! Quando o molho de tomate entra em contato com o tecido, a nanotecnologia permite que o mesmo seja limpo apenas com água. Incrível…

Além desse tecido que promete dar um belo descanso para muitas donas de casa, a tecnologia também já criou outro que combate a celulite! Nele, os cristais bioativos que estão inseridos na molécula do fio ativam a circulação, o que gera uma maior elasticidade da pele. Há também um pote plástico que podem guardar alimentos por quase um ano, sem nenhum perigo de estragar. O truque? Partículas de prata incorporadas no plástico tornam os utensílios antibacterianos.

E na área da saúde não é diferente. Estudos avançados colocam em evidência um colírio que não é necessário ser aplicado três ou quatro vezes ao dia. Basta uma aplicação por semana e pronto. Mas como eu disse, esse produto ainda está sendo testado.

A tecnologia também será muito útil na prevenção do câncer, mais precisamente no câncer de pele. Vocês já imaginaram um crachá que muda de cor após muito tempo exposto a radiação solar? Mas calma aí, gente… Não é por causa disso que todos nós vamos à praia com um crachá pendurado na sunga ou no biquíni. Os tecidos! Mais uma vez os tecidos! Estes podem receber nanopartículas que impulsionariam a troca de cores de acordo com a sua exposição ao sol.

Pois é… São pequenas conquistas científicas como estas que podem mudar o rumo do nosso país! Vamo que vamo…

Quem diria…

O símbolo da elegância e sensualidade feminina é um dos grandes causadores de problemas na coluna! Não importa o tamanho do salto que você usa, a sua coluna vai reclamar… E você vai sentir!

Isso ocorre porque, ao vestir um sapato de salto (principalmente aqueles tipo “agulha”), as mulheres procuraram equilibrar o corpo no calçado, mudando centro de gravidade. “É como se as mulheres precisassem se equilibrar em cima do sapato. Isso provoca uma sobrecarga na coluna lombar, prejudica as articulações e, como os glúteos ficam mais contraídos, pode provocar dores no nervo ciático e conseqüentemente dores de cabeça”, alerta o quiropraxista Jason Gilbert.

Quiropraxia? Alguém sabe o que é? Para quem não conhece, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a quiropraxia dedica-se a prevenção, diagnóstico e tratamento de disfunções do sistema neuro–músculo–esquelético, ou seja, de problemas nas articulações, músculos, tendões, nervos e outras estruturas e de seus efeitos sobre o sistema nervoso e a saúde em geral. Ela resolve problemas sem cirurgia ou medicamentos, através de vários métodos terapêuticos, em especial a manipulação ou ajustamento articular.

E a surpresa não termina aqui. Segundo dados da Agência Brasil, cerca de 54 milhões de brasileiros sentem alguma dor relacionada à coluna, seja lombalgia, popularmente chamada de dor nas costas, dor de cabeça, cefaléia ou dores nas articulações. Problemas comuns do cotidiano como a má postura, a má alimentação, o sedentarismo, a obesidade, as atividades como agachar, carregar mochilas, malas e pastas com pesos excessivos, o estresse físico, emocional e até a depressão podem gerar desgastes de músculos, nervos, ossos, articulações ou outras estruturas na coluna vertebral, dando início à dor.

Outro acessório feminino que gera graves problemas na coluna das mulheres é a bolsa. É preciso muito cuidado para usá-la. Evitar carregar muitos objetos já pode ser considerado um bom começo, já que bolsa não é mochila. Segundo Jason Gilbert, a bolsa deve ser leve para não sobrecarregar o ombro. “Nunca carregue a bolsa de um lado só, pois isso provoca uma assimetria séria ao esqueleto, que só funciona quando os dois lados do corpo estão em equilíbrio”, diz o especialista. “Esse costume pode gerar problemas como dores no nervo ciático, torcicolo, dores lombares, cefaléia, bico de papagaio entre muitas outras doenças”, completa Gilbert.

Meninas, vejam algumas dicas para vocês não ficarem reclamando de dores na coluna depois…

- Alterne o ombro que você carrega a bolsa;
- Mantenha a postura perfeita, ou seja, caminhar com a postura ereta e correta vai ajudar a minimizar as dores;
- Torne a carga o mais leve possível;
- Carregue os aparelhos eletrônicos como o laptop em uma mochila para evitar que sobrecarregue um lado só do corpo;
- Não carregue a bolsa no antebraço;
- Opte por sapatos confortáveis;
- Leve um par de tênis ou um sapato com o salto mais baixopara utilizar quando o uso de salto for indispensável.

Pena que não é oficial. O cartaz aqui ao lado foi produzido por um fã americano sugerindo o que poderia ser uma divulgação do terceiro longa das novas refilmagens do homem-morcego.

Mas convenhamos: Este cartaz ficou melhor do que muitos produzidos em estúdios profissionais…

Analisando esta criação “pirata” podemos perceber que o vilão que irá atormentar Gotham City no próximo filme é o Charada. No filme anterior, este personagem foi interpretado pelo homem das mil e uma faces, o ator americano Jim Carrey.

Apesar deste cartaz ser um factóide, especulações a respeito dos atores que estrelariam o próximo longa na pele dos vilões rondaram Hollywood nas últimas semanas. Na pele do Pingüim, já interpretado por Danny de Vito, Phillipe Seymour Hofmann, de Capote, seria o escolhido. Angelina Jolie foi cogitada como a nova Mulher Gato, e Johnny Depp, segundo as más línguas, seria o sucessor de Carrey na pele do enigmático Charada.

No entanto, todos esses boatos já foram desmentidos pelos produtores, que enfatizaram que uma sequência do herói morcego só acontecerá se o diretor Christopher Nolan quiser e não necessariamente com vilões conhecidos, já que o Batman possui vilões até hoje não explorados por todos.

É esperar para ver!

Respondam rápido: O que vocês estavam fazendo domingo às 09h?

Pois é… Eu estava correndo!

Domingo foi dia do 2º Troféu Mario Amato, corrida universitária promovida pelo CIEE – Centro de Integração Empresa Escola. A prova foi realizada na Cidade Universitária para 1.500 pessoas! 10km em meio à natureza, asfalto e um sol escaldante.

É… Eu sofri. Correr 10km sem parar para quem está com alguns quilinhos a mais é o fim do mundo! Mas eu consegui! Completei a corrida em um tempo de 01:10:09, nada mal para um quase sedentário. Afinal, não posso descartar do meu histórico de exercícios o meu futebolzinho de fim de semana…

Claro que esses três aí de cima na foto completaram a prova em 31 minutos, mas peraí, né? Sem comparações… Quando eu estava chegando perto de completar 5km eu diminui a passada. Cansei? Sim, claro, mas também porque eu não queria perder a chegada. Os vencedores estavam percorrendo seus últimos metros rumo à vitória. Não ia perder… Daí continuei a correr feito louco! Cheguei no sétimo km mortinho da Silva. Comecei a andar…andar…andar… Até que um tiozão de bermuda floral, ao melhor estilo surfista, e uma barriguinha que com certeza colocava a esposa para brincar de gangorra nas noites de sábado, me passou… Não suportei esse peso na consciência e fui buscá-lo. O que o nosso ego não faz, né? Ai ai… E o que algumas pizzas, croassaints na facu e várias cocas não fazem com você! Não me aguentava em pé, com apenas 22 anos…

Até que chegando no final da corrida não via mais ninguém na minha frente, a não ser um cara, há uns 100 metros a frente. Pensei comigo: Porque não alcançá-lo? Só falta mais um, né? Vamo que vamo… Acelerei… O cara olhou para trás e nada fez… Olhei para o lado esquerdo e vi aquela galera na linha de chegada incentivando e esperando os participantes passarem… Acelerei mais um pouco… O cara percebeu que poderia perder mais uma posição e pisou fundo… Fizemos a última curva a uns 16km/h fácil… De onde vinha tanta disposição nos últimos 200 metros de corrida?… Ele me passou… Eu passei… Ele passou de novo… A torcida já havia percebido a richa particular que se estabelecia meia hora depois que já haviam conhecido os vencedores da prova e, num gesto de incentivo, começaram a gritar e empurrar os dois corredores ávidos pela linha de chegada… Me empolguei e acelerei um pouco mais… O cara parecia o Schumacher… E eu lá, firme e forte na ponta feito o Rubinho… 50 metros… Vi meu amigo gritando do outro lado e me incentivando (o safado havia terminado a prova há 20 minutos…)… corri… o cara também… 20 metros… pau a pau… 10 metros… 5… 3… 1… e como um filme na minha cabeça lembrei do dia em que o Rubinho encostou para o Schumacher passar… Cléber Machado narrava a corrida na TV Globo e dizia: “Hoje não! Hoje não! Hoje não!”, em alusão ao fato de que naquele dia o Rubinho não ia encostar pro Schumacher passar, até que “Hoje não, hoje não…Hoje sim? Hoje sim?!!? Hoje sim…” E como se fosse uma Ferrari o cara me ultrapassou! Venceu por uma testa! Se eu tivesse assistido mais os 100m livres nas olímpiadas eu ia aprender que deveria esticar a cabeça ou o peito na linha de chegada para ganhar, mas não… Perdi.

Mas não importa… Este será um domingo para nunca mais esquecer. O dia em que eu aprendi o quanto faz bem praticar um esporte! A corrida tem o dom de elevar a auto-estima como eu nunca tinha sentido antes!

Poxa… Fiquei quebrado depois, claro. Minhas pernas travaram e eu fiquei em casa deitado o resto do domingo. Ah não… eu fui na Bienal ainda (vejam o post abaixo). Cheguei em casa quebrado. Fui trabalhar na segunda-feira parecendo um velinho de 70 anos, mas tudo bem…

Valeu a pena? Muito… Eu recomendo!

Domingão eu estive na 20ª Bienal do Livro em São Paulo, lá no Centro de Exposições do Anhembi.

A Bienal já se tornou ponto de encontro de muitos estudantes, professores e fãs de literatura que procuram na exposição os melhores preços e lançamentos de grandes obras nacionais e estrangeiras, independentemente do segmento.

Diversos estandes estão lotando as avenidas do Pavilhão. O estande da Saraiva, por exemplo, é um dos maiores da Bienal. Outro destaque do evento é o livro gigante do O Pequeno Príncipe, que chama a atenção da garotada e dos adultos.

Não tenho nenhuma vergonha em dizer que essa é a primeira vez que eu visito o evento, e posso garantir que talvez seja a última. Esperava mais… 

É uma bela ocasião para o lançamento de grandes obras? Sim. É um evento atípico na vida do paulistano que, além de servir de incentivo para o pai de família tirar a bunda da poltrona e levar a família para passear, serve como um estimulo à leitura? Sim. É uma oportunidade única de vivenciar o universo de várias editoras ao mesmo tempo? Sim. Mas e aí?

Posso estar sendo muito radical, mas para mim a Bienal nada mais é do que uma livraria gigante. Os preços continuam os mesmos! Ainda acho um absurdo um livro custar R$50,00 num país em que o cidadão se mata para ganhar R$500,00 / mês. Andando pela Bienal tive vontade de comprar uns 10 livros, mas consegui comprar apenas 3, já que me custaram, ao todo, um pouco menos que R$90,00… É muita grana… Caso eu comprasse os mesmos livros em um sebo iria gastar a metade, mas o ruim é que teria de esperar alguns meses para que eles chegassem aos sebos, já que estes livros que comprei são lançamentos…

Ah! E tem mais… Escolher um livro não é a mesma coisa que passear na feira. Cada vez que eu pegava em um livro para olhar, o “feirante” vinha do meu lado e ficava pescoçando. “Não vou roubar não, tio!”… Isso sem falar nas pessoas que, sem paciência e o mínimo de bom senso, retiravam os livros de uma prateleira e colocavam em qualquer lugar. Qualquer criança que fosse procurar um livro do Ursinho Pimpão logo se deparava com um livro de Vampiros sanguessugas em meio às capas coloridas.

Um empurra-empurra sem fim, os preços altos como sempre e a falta de educação de 60% dos visitantes fizeram com que o brilho e o objetivo principal do evento – O incentivo à leitura – se tornasse uma personagem secundária perdida em meio as páginas da ignorância…

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